Investigação, Desenvolvimento e Inovação · Aprovada

Implementação de capacidade integração, manufactura e fornecimento de componentes e sistemas Espaciais em grandes séries insersão em cadeias de valor internacionais do Espaço

DEIMOS ENGENHARIA S.A.

Fundo aprovado
9 163 466,19 €
Fundo executado
0,00 €
Fundo pago
0,00 €

Esta ficha organiza os campos que o Portugal 2030 publica sobre a operação: financiamento aprovado, execução administrativa, enquadramento e território. O mérito da candidatura e os resultados no terreno não constam desta fonte.

COMPETE2030-FEDER-04089100

O QUE FOI APRESENTADO

Finalidade da operação

O projeto STARTICAL PT tem como objetivo geral desenvolver, qualificar e industrializar uma cadeia de fornecimento europeia de subsistemas espaciais críticos, capaz de responder às exigências técnicas, económicas e de escala associadas a constelações de satélites em órbita baixa (LEO), reforçando simultaneamente a autonomia estratégica, a resiliência industrial e a competitividade da Europa no setor espacial. A operação responde assim a uma necessidade estrutural claramente identificada: a dependência persistente da União Europeia de fornecedores não europeus em subsistemas-chave de satélite, associada à inexistência de capacidade industrial europeia para produção escalável, com custos compatíveis com os novos modelos de negócio de constelações LEO. Neste contexto, o projeto STARTICAL PT…

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O projeto STARTICAL PT tem como objetivo geral desenvolver, qualificar e industrializar uma cadeia de fornecimento europeia de subsistemas espaciais críticos, capaz de responder às exigências técnicas, económicas e de escala associadas a constelações de satélites em órbita baixa (LEO), reforçando simultaneamente a autonomia estratégica, a resiliência industrial e a competitividade da Europa no setor espacial. A operação responde assim a uma necessidade estrutural claramente identificada: a dependência persistente da União Europeia de fornecedores não europeus em subsistemas-chave de satélite, associada à inexistência de capacidade industrial europeia para produção escalável, com custos compatíveis com os novos modelos de negócio de constelações LEO. Neste contexto, o projeto STARTICAL PT pretende atuar simultaneamente sobre a dimensão tecnológica, industrial e da cadeia de abastecimento, assegurando impacto estrutural e duradouro. O objetivo geral concretiza se através dos seguintes objetivos específicos: (i) Desenvolver e qualificar tecnologias espaciais críticas de origem europeia, nomeadamente ADCS, recetores GNSS de elevada precisão, OBC baseados em arquitetura aberta ADHA, star trackers, antenas de comunicação e navegação (VHF, ADS B e GNSS) e software de dinâmica de voo e gestão autónoma de constelações, elevando as a níveis de maturidade compatíveis com utilização operacional e comercial (TRL 7–8). Estes desenvolvimentos posicionam o projeto no núcleo das tecnologias digitais e de conectividade avançada identificadas como estratégicas pela STEP. (ii) Integrar desde a fase de conceção os requisitos de validação, qualificação e industrialização, assegurando que os produtos desenvolvidos não se limitam a protótipos funcionais, mas evoluem para soluções robustas, fiáveis e repetíveis, compatíveis com missões reais e exigentes à escala de constelações, como a iniciativa europeia STARTICAL. (iii) Estabelecer capacidade industrial europeia para fabrico em série, através da implementação e validação de linhas piloto de produção, integração e teste (AIT), demonstrando produção inicial a baixo ritmo (Low Rate Initial Production), rastreabilidade digital, controlo de qualidade e redução significativa de custos unitários. Este objetivo endereça diretamente a lacuna europeia em produção escalável de subsistemas espaciais críticos. (iv) Estruturar e qualificar uma cadeia de abastecimento europeia resiliente, assente na colaboração entre PME tecnológicas e entidades do sistema científico e tecnológico nacional (ENESII), reduzindo dependências de fonte única, mitigando riscos associados a regimes de controlo à exportação e reforçando a segurança de fornecimento intra UE. (v) Assegurar a progressão coordenada dos níveis de maturidade tecnológica (TRL) e de maturidade de fabrico (MRL), garantindo que os resultados do projeto são tecnologicamente avançados e, simultaneamente, industrialmente exploráveis, com processos certificados, documentação completa e capacidade de replicação produtiva. (vi) Posicionar Portugal e a União Europeia como fornecedores competitivos no mercado global de constelações de satélite, criando uma base industrial exportadora assente em tecnologias críticas, deep tech e sistemas digitais avançados, com aplicação direta em programas europeus estratégicos (STARTICAL, IRIS2, Galileo, SESAR) e elevado potencial de replicação em mercados internacionais. (vii) Contribuir para a sustentabilidade do setor aeronáutico, através da implementação de comunicações espaciais que permitam uma gestão mais eficiente do tráfego aéreo e a consequente redução das emissões de gases de efeito de estufa (GEE). Desta forma, o projeto STARTICAL PT pretende assegurar que as tecnologias espaciais críticas são concebidas, desenvolvidas, fabricadas, escaladas e fornecidas no interior da União Europeia, contribuindo de forma direta e mensurável para os objetivos STEP de autonomia estratégica, reforço das cadeias de valor e competitividade industrial europeia num setor de elevado crescimento e relevância geopolítica. Os objetivos previstos seguem uma lógica SMART, tendo sido estruturados da seguinte forma: • Específicos, uma vez que cada linha de desenvolvimento incide sobre um subsistema ou capacidade bem definidos; • Mensuráveis, através de indicadores concretos como a precisão de apontamento, a precisão temporal, a taxa de produção, o rendimento e a redução de custos; • Atingíveis, dado que assentam em tecnologias e competências já existentes no seio do consórcio, seguindo uma progressão realista desde a validação até à industrialização; • Relevantes, porque respondem diretamente às lacunas identificadas, nomeadamente à ausência de soluções europeias escaláveis e à dependência de fornecedores não europeus; • Temporais, uma vez que se encontram alinhados com o calendário de industrialização necessário para suportar a integração em futuras implementações de constelações, como a Startical.

PROGRAMA E OBJETIVOS

Como a operação está enquadrada

Programa
Programa Inovação e Transição Digital
Fundo
Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
Objetivo estratégico
+ Inteligente
Objetivo específico
Desenvolvimento ou fabrico de tecnologias críticas
Área temática
Investigação, Desenvolvimento e Inovação
Atividade económica
Actividades de engenharia e técnicas afins
Modalidade
Subvenção
Taxa de cofinanciamento
65.03%

ONDE

Distribuição territorial publicada

PortoÁrea Metropolitana do Porto · Norte
5.93% da localização
CovilhãBeiras e Serra da Estrela · Centro
9.43% da localização
AveiroRegião de Aveiro · Centro
11.74% da localização
EstarrejaRegião de Aveiro · Centro
12.52% da localização
CoimbraRegião de Coimbra · Centro
38.56% da localização
Vila Nova de GaiaÁrea Metropolitana do Porto · Norte
2.85% da localização
MaiaÁrea Metropolitana do Porto · Norte
16.89% da localização
Castelo BrancoBeira Baixa · Centro
2.08% da localização

Localização observada no ficheiro de 31 de agosto de 2026.

QUANDO

Calendário publicado

Início previsto
1 de novembro de 2026
Início efetivo
Não indicada
Conclusão prevista
30 de outubro de 2029
Conclusão efetiva
Não indicada

PROVENIÊNCIA

Fonte oficial e datas de corte

Operação e valores: 31 de agosto de 2026. Localização: 31 de agosto de 2026.

Consultar o portal oficial Portugal 2030 ↗Capturas validadas por SHA-256; fonte verificada em 21 de setembro de 2026.