O QUE FOI APRESENTADO
Finalidade da operação
O Mastiphage tem como objetivo desenvolver métodos inovadores de diagnóstico, terapêutica e desinfeção, através da formulação de cocktails de fagos de fácil aplicação, mas eficazes no combate aos agentes bacterianos que causam infeções intramamárias em bovinos, com o intuito de melhorar o bem-estar animal, a segurança microbiológica do leite produzido e, consequentemente, minimizar o consumo de antibióticos e o desperdício de leite. Pretende ainda criar e desenvolver uma plataforma digital (PD) com modelos preditivos de bactérias e fagos emergentes, integrada com ferramentas de IA, de forma a melhorar a gestão, os dados epidemiológicos e a rastreabilidade dos fagos e dos tratamentos aplicados. Isto permitirá uma atualização rápida e eficaz dos cocktails fágicos sempre que novos surtos…
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O Mastiphage tem como objetivo desenvolver métodos inovadores de diagnóstico, terapêutica e desinfeção, através da formulação de cocktails de fagos de fácil aplicação, mas eficazes no combate aos agentes bacterianos que causam infeções intramamárias em bovinos, com o intuito de melhorar o bem-estar animal, a segurança microbiológica do leite produzido e, consequentemente, minimizar o consumo de antibióticos e o desperdício de leite. Pretende ainda criar e desenvolver uma plataforma digital (PD) com modelos preditivos de bactérias e fagos emergentes, integrada com ferramentas de IA, de forma a melhorar a gestão, os dados epidemiológicos e a rastreabilidade dos fagos e dos tratamentos aplicados. Isto permitirá uma atualização rápida e eficaz dos cocktails fágicos sempre que novos surtos sejam detetados. Assim, os objetivos estratégicos do Mastiphage são: OE1: Analisar dados microbiológicos continuamente atualizados provenientes da monitorização de bovinos, de forma a identificar os agentes patogénicos prevalentes responsáveis por infeções intramamárias e apoiar o isolamento de fagos direcionados. Utilizar estes dados para alimentar a PD, antecipar surtos, reduzir riscos e sazonalidade, e compreender melhor os padrões de resistência aos antibióticos, promovendo a sustentabilidade da produção e protegendo a saúde animal, pública e dos ecossistemas. OE2: Desenvolver um kit de diagnóstico rápido baseado em fagos, capaz de identificar e reconhecer as bactérias/estirpes mais prevalentes presentes no leite e responsáveis por infeções nos tecidos intramamários. OE3: Desenvolver soluções inovadoras, seguras e eficazes baseadas em terapia fágica, através da formulação de cocktails de fagos destinados a utilização como desinfetantes e em aplicações terapêuticas para infeções intramamárias em bovinos, atuando sobre as bactérias mais prevalentes. OE4: Promover a criação de um banco de fagos (BF) totalmente caracterizado, com capacidade de ser mobilizado a qualquer momento no processo produtivo, permitindo a rápida atualização dos cocktails terapêuticos ou desinfetantes (profiláticos) em uso e uma resposta adequada a surtos emergentes. OE5: Avaliar os impactos clínicos, ambientais, na saúde pública e económicos dos produtos desenvolvidos. Os desinfetantes e terapias baseados em fagos constituem uma alternativa mais sustentável aos antibióticos, ao reduzirem o uso de químicos, limitarem resíduos em animais, alimentos e ambiente, e diminuírem a pressão seletiva para resistência antimicrobiana. Isto promove microbiomas mais saudáveis, biodiversidade e está alinhado com os princípios Farm to Fork e One Health. OE6: Realizar estudos in vitro e in vivo para avaliar dosagens de terapia fágica e parâmetros de administração, como a concentração mínima de fagos necessária no cocktail, volume administrado, frequência dos tratamentos e eficácia terapêutica na eliminação de agentes patogénicos e redução dos sinais de inflamação. Monitorizar parâmetros de crescimento e produtividade dos animais durante o tratamento, validando a eficácia e segurança do cocktail desenvolvido. OE7: Conduzir um estudo centrado no leite produzido por animais sujeitos a aplicações de fagos (desinfeção e terapia), avaliando eventuais alterações organoléticas no leite e no soro, bem como verificando a inativação total dos fagos após processos de pasteurização ou UHT, OE8: O desenvolvimento da terapia fágica em Portugal e a criação de produtos terapêuticos eficientes, seguros e de elevado valor acrescentado, nomeadamente cocktails de fagos para uso veterinário, representam uma oportunidade estratégica para o país, com impacto direto na redução da dependência e importação de antibióticos convencionais e, consequentemente, na melhoria da balança comercial nacional. OE9: Preservar e reforçar a competitividade do consórcio, a qualidade dos produtos e a capacidade de inovação através de I&D intensiva, com vista à criação de centros de excelência em terapia fágica. Isto promoverá investigação de alto nível, criação de emprego qualificado e transferência eficaz de conhecimento entre os principais intervenientes (investigadores, veterinários, produtores e entidades reguladoras). OE10: Intensificar a I&D em medicina veterinária agroindustrial, promovendo e disseminando o potencial das soluções terapêuticas baseadas em fagos junto da academia, indústria, mercado e sociedade. Isto inclui ações de proteção da propriedade intelectual (PI), publicações em revistas científicas internacionais, participação em conferências e feiras, e incentivo à criação de spin-offs tecnológicas. O projeto reforça assim a capacidade nacional e europeia para oferecer soluções terapêuticas inovadoras, sustentáveis, eficazes e adaptáveis, promovendo maior autonomia, resiliência e competitividade global nos setores veterinário e agroindustrial.
PROGRAMA E OBJETIVOS
Como a operação está enquadrada
- Programa
- Programa Inovação e Transição Digital
- Fundo
- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
- Objetivo estratégico
- + Inteligente
- Objetivo específico
- Desenvolvimento ou fabrico de tecnologias críticas
- Área temática
- Investigação, Desenvolvimento e Inovação
- Atividade económica
- Fabricação de produtos farmacêuticos de base
- Modalidade
- Subvenção
- Taxa de cofinanciamento
- 69.43%
ONDE
Distribuição territorial publicada
Localização observada no ficheiro de 31 de agosto de 2026.
QUANDO
Calendário publicado
- Início previsto
- 1 de novembro de 2026
- Início efetivo
- Não indicada
- Conclusão prevista
- 31 de outubro de 2029
- Conclusão efetiva
- Não indicada