O QUE FOI APRESENTADO
Finalidade da operação
OE1 PROMOVER E INCORPORAR A TEMÁTICA DA BIOECONOMIA CIRCULAR, SUSTENTÁVEL E SEGURA, JUNTO DO SECTOR EMPRESARIAL DOS TERRITÓRIOS DO INTERIOR E ESTABELECER PONTES ENTRE A INVESTIGAÇÃO/INOVAÇÃO DE EXCELÊNCIA E O MERCADO PROMOVENDO A TRANSFERÊNCIA DO CONHECIMENTO E TECNOLOGIA, COM A PROMOÇÃO DE SECTORES ALVO. Para responder a este objetivo estratégico, foi estabelecido este consórcio liderado pela BLC3 (integrando o seu polo regional e sede (Norte e Centro), o CATAA, o TAGUSVALLEY (LINE.IP/InovLínea inserido nesta entidade), o CEBAL, o Colab Food4Sustainability (F4S) e o Colab para a Economia Circular (CECOLAB). Este consórcio detém competências e referências de excelência a nível nacional e internacional no âmbito da Bioeconomia e da Economia Circular: a) A BLC3 líder do consórcio tem vasta…
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OE1 PROMOVER E INCORPORAR A TEMÁTICA DA BIOECONOMIA CIRCULAR, SUSTENTÁVEL E SEGURA, JUNTO DO SECTOR EMPRESARIAL DOS TERRITÓRIOS DO INTERIOR E ESTABELECER PONTES ENTRE A INVESTIGAÇÃO/INOVAÇÃO DE EXCELÊNCIA E O MERCADO PROMOVENDO A TRANSFERÊNCIA DO CONHECIMENTO E TECNOLOGIA, COM A PROMOÇÃO DE SECTORES ALVO. Para responder a este objetivo estratégico, foi estabelecido este consórcio liderado pela BLC3 (integrando o seu polo regional e sede (Norte e Centro), o CATAA, o TAGUSVALLEY (LINE.IP/InovLínea inserido nesta entidade), o CEBAL, o Colab Food4Sustainability (F4S) e o Colab para a Economia Circular (CECOLAB). Este consórcio detém competências e referências de excelência a nível nacional e internacional no âmbito da Bioeconomia e da Economia Circular: a) A BLC3 líder do consórcio tem vasta experiência e é reconhecida a nível nacional e internacional no domínio da BioEcnomia, tendo vencido o concurso Registar, da Comissão Europeia, com o projeto CENTRO BIO, na categoria de “Crescimento Sustentável: Economia Circular”. A BLC3 detém conhecimento científico e tecnológico de suporte ao desenvolvimento de soluções de valorização de biorresíduos para o mercado, melhoramento genético de plantas, novos produtos de base bio (e.g. materiais e compostos funcionais). A BLC3 dispõe de uma estrutura e rede de excelência internacional composta por 75 entidades de 12 países europeus e mais de 150 investigadores e cientistas de excelência. Além disso, dispõe ainda na região norte de uma cooperação com uma família com um spot de 70 ha agroflorestal para ensaios de bioeconomia de precisão e uma colaboração com o ICNF e Associação de Baldios de Várzea numa área de 800 ha com pinheiros bravos e mansos, para ensaios de valorização de co-produtos (e.g. resina natural) assim como, de introdução de novas tecnologias digitais e de automação ao nível florestal. Em termos de infraestruturas, tem 4 ha com mais de 8000 m2 de área de trabalho edificada, que permite realizar atividades de: - Investigação e intensificação tecnológica de excelência, segundo o conceito de ciclo completo de invenção (da ideia ao mercado); - Incubação de ideias e empresas; - Apoio ao tecido económico; - Desenvolvimento da temática da Bioeconomia e Economia Circular, com uma aposta particular nos conceitos de Biorrefinarias. A BLC3 aposta no desenvolvimento de atividades de I&I, apresentando o seguimento modelo de negócio: 1. Prestação de serviços de desenvolvimento de inovação, consultadoria de desenvolvimento de modelos socioeconómicos territoriais, caracterizações laboratoriais, elaboração de candidaturas a fundos de investimento e incubação de projetos, para empresas, municípios e particulares; 2. Captação de fundos de investimento competitivos para suportar parte do financiamento das atividades de investigação e inovação; e 3. Transferência e valorização de conhecimento, através da criação de spin out e spin off, com objetivo de explorar comercialmente resultados de investigação, por forma a voltar a investir no desenvolvimento de ideias e projetos. Por último, a BLC3 tem uma equipa de 70 RH, 90% são altamente qualificados, com idade média de 29 anos e a trabalharem fisicamente (62 em Oliveira do Hospital e 8 no polo Norte, em Macedo de Cavaleiros). A BLC3 tem uma unidade de I&D - Centre Bio R&D Unit: Biorefineries, Bioindustries and Bioproducts - reconhecida e avaliada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia com classificação de muito bom, (4,4 e 5, numa escala de 0 a 5), constituída por 63 membros, 19 doutorados. b) O CATAA (Associação Centro de apoio Tecnológico Agro-Alimentar de Castelo Branco) desenvolve a sua atividade de apoio técnico e tecnológico à agroindústria em três grandes áreas de intervenção (Inovação e Desenvolvimento de Novos produtos; investigação Aplicada e Desenvolvimento tecnológico; Capacitação e prestação de Serviços), tendo desta forma competências e referências não só na componente tecnológica, como no estudo de valorização de mercado e apoio à consolidação de produtos e empresas no mercado nacionais e internacionais. c) O TAGUSVALLEY - Tecnopolo do vale do Tejo tem a sua missão assente nos sectores das Tecnologias da Informação e Comunicação, Energia, Metalomecânica e AgroAlimentar, áreas onde se procura identificar as oportunidades e as sinergias junto dos atores regionais, com vista à criação de um sistema de potenciador de inovação e empreendedorismo, a par de uma política de atração estímulo à fixação de recursos humanos qualificados. Detém, assim, competências e complementaridades muito interessante para consolidar e promover a transferência de conhecimento para o mercado, através dos Centros que participarão no projeto: LINE.IPT - Laboratório de Inovação Industrial e Empresarial e InovLinea - Centro de transferência de Tecnologia Alimentar. d) O Food4Sustainability (F4S) é um laboratório colaborativo liderado pela BGI, uma aceleradora internacional de start-up e conta com 15 membros fundadores, incluindo 4 instituições portuguesas de investigação e ensino superior (Instituto Politécnico de Viseu, Instituto Politécnico da Guarda, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Universidade Beira Interior), 6 empresas do sector empresarial (A4F, Aquaponics Iberia, Bluegrowth, Mendes Gonçalves, Sementes Novas, Vera Cruz) e 4 organizações de produtores (ARAA, Coopragol, CMCD e Hortas d? Idanha). Reconhecido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e em permanente acompanhamento pela Agência Nacional de Inovação (ANI), conta com uma equipa com cerca de 20 recursos humanos altamente qualificados. Promove o desenvolvimento de atividades na área da alimentação, de análise, estudo, apoio e promoção da ciência e tecnologia de carácter inovador, com impacto social e económico, numa perspetiva de inovação baseada em conhecimento científico, em estreita colaboração com o tecido empresarial, produtivo, cultural e social. O F4S visa a investigação de técnicas aplicada à produtividade, a identificação de oportunidades empresariais, o empreendedorismo, o investimento e desenvolvimento científico, tendo como principal missão resolver os “complexos problemas” de intensificação sustentável dos sistemas de produção agroalimentar, visando a resiliência climática. Esta missão assenta em três pilares fundamentais: 1) Implementação e operação de sistemas demonstradores de produção agroalimentar circular, combinando unidades de compostagem, fermentação, produção de insetos, agricultura regenerativa, hidroponia, aquaponia e produção de algas, que recebe subprodutos biológicos e, de forma circular, produz fertilizantes e produtos para alimentação animal e humana; 2) Capacitação de produtores para a adoção de práticas económica, social e ambientalmente mais sustentáveis, prosseguindo a regeneração dos ecossistemas e o estabelecimento de novas cadeias de valor; 3) Desenvolvimento de ações de educação experimentação, direcionadas para as diferentes comunidades de interesse, que promovem hábitos de consumo mais saudáveis. e) O CEBAL - Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo é uma unidade de investigação e desenvolvimento privada, sem fins lucrativos, sediada na cidade de Beja. O CEBAL desenvolve a sua atividade em estreita ligação com o tecido económico local, levando em consideração as características e o potencial da região em que se insere. A atividade do CEBAL está estruturada de forma a desenvolver investigação prioritariamente aplicada, procurando identificar questões com impacto potencial para a economia da região e propor soluções biotecnológicas que permitam a resolução de problemas, a otimização da produção ou a certificação de produtos. A atividade do centro está também direcionada para identificação e o desenvolvimento de novas oportunidades que possam ser aplicáveis à região, nomeadamente nas áreas da produção vegetal, na produção animal, no processamento e melhoria dos produtos agrícolas e alimentares, na implementação de processos que permitam a obtenção de valor acrescentado a partir de sub-produtos e resíduos e na pesquisa de formas de valorização de matérias-primas tradicionais. f) Associação CECOLAB - Laboratório Colaborativo para a Economia Circular (CECOLAB) é uma organização sem fins lucrativos, localizada em Oliveira do Hospital, na região centro-este de Portugal. O laboratório colaborativo CECOLAB visa o desenvolvimento de soluções sustentáveis de mercado da Economia Circular para uma cadeia estratégica de valor: (1) Floresta; (2) Agroindústria; (2) Urbano; (3) Água; (4) Indústria de fabrico; (5) Construção e (6) Servitização, com base em três plataformas tecnológicas (P1 - Biotecnologia Industrial; P2 - Processo de Separações Sustentáveis e Química Verde; P3 - Ecodesign). O CECOLAB oferece capacidades e serviços de consultoria de gestão de inovação de alta qualidade, escala de TRL4 a 9, conselhos e transferência de conhecimento para o mercado, acrescentando valor e permitindo o crescimento económico a todos os níveis. O CECOLAB é reconhecido como investigação e infraestrutura científica com interesse nacional estratégico no campo da Economia Circular (despacho no 4157/2019). Ao todo, o CECOLAB acolhe 41 quadros multidisciplinares permanentes de alta qualificação em Biotecnologia, Química, Engenharia Civil Mecânica e Materiais, Informática e Eletrónica, Ambiente, Economia e Ciências Sociais. O CECOLAB reúne entidades de excelência como universidades (Minho, Porto, Aveiro. Universidades de Coimbra, NOVA Lisboa e Universidades Católicas), indústria (BLC3 Evolution, Aquitex, Lipor, Mota Engil, TMG, RAIZ: Grupo Navigator) e Interface (ISQ e LNEG). A complementaridade das seis entidades do consórcio permitirá estabelecer pontes entre conhecimento científico e tecnológico gerado por estas entidades e o mercado, e promover a correta transferência do conhecimento e tecnologia, especificamente no sector dos recursos biológicos, com destaque para o sector agroindustrial, florestal, de produção aquática, e recursos endógenos naturais (exemplo, vegetação espontânea), biomateriais, bioeconomia de precisão, químicos e produtos verdes onde estas entidades detêm conhecimento muito profundo. O conjunto de ações operacionais e atividades que mais a frente se descrevem, darão um forte contributo para consolidar este objetivo estratégico e dar continuidade a um caminho de cooperação entre este consórcio, onde pretende com este projeto alcançar um novo patamar de transferência de conhecimento e apoio ao desenvolvimento da Bioeconomia no Interior, através de aumento do número de demonstradores, propriedade intelectual geral e transferida, cooperação com empresas, novos projetos de I&I com empresas e aumento de RH altamente qualificados. OE2 DINAMIZAR UMA REDE DE COMPETÊNCIAS PARA A TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO E INTENSIFICAÇÃO TECNOLÓGICA EM BIOECONOMIA CIRCULAR, SUSTENTÁVEL E SEGURA, A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL, PARA QUE SE ATINJAM GANHOS A NÍVEL DA MASSA CRÍTICA, DIMENSÃO, SINERGIAS, TRABALHO EM REDE E MAIOR PROXIMIDADE DO MERCADO A cooperação em rede é um pilar essencial para alcançar novas capacidades e escalas de resposta para desafios multidisciplinares, como é o caso da Bioeconomia Circular, Sustentável e Segura. Quanto mais confiança e conhecimento prévio das entidades e equipas, mais potencial se consegue extrair dessa cooperação em benefício de resolver problemas complexos e de dimensão da atividade económica. Esse é um dos focos deste consórcio e que tem apostado em diversas cooperações e projetos entre si ao longo dos últimos anos. Por outro lado, isso permite ser uma base, para depois se aumentar a rede de cooperação, com inúmeros atores, sejam eles empresas de diversos setores, instituições científicas de diversas áreas do saber, outras entidades reguladoras, certificadoras, entre outros. Este modelo em rede poderá permitir uma maior diferenciação e inovação no tecido empresarial pelo facto de ser possível estender para o mercado, novo conhecimento e novas formas de integrar este conhecimento no desenvolvimento de soluções, aplicações, serviços e produtos inovadores. Sendo este campo da Bioeconomia Circular, Sustentável e Segura relativamente recente, existe claramente muito por explorar e o risco que se coloca é sobretudo a dimensão da rede e a existência de massa crítica para ser capaz de estar próxima do mercado e do tecido económico, que sabemos ser muito fragmentado em termos dos perfis socioeconómicos nas regiões alvo do projeto (Norte, Centro e Alentejo). Será assim um objetivo estratégico fundamental do projeto, dinamizar uma rede de entidades do sistema científico e tecnológico e stakeholders identificados com base no mapeamento de potenciais empresas e estabelecendo contactos com estas, promovendo, ainda, a receção de desafios delas, de cariz técnico-científico, que permitirão também promover a ligação e articulação com o sistema científico e tecnológico nacional (incluindo a academia). Para criar redes e aumentar o seu potencial é importante promover ações de promoção e relação com as empresas e outros stakeholders logo no início do projeto. Esta rede e modelo de cooperação e interação logo no início do projeto permite ganhar massa crítica e mais eficiente e eficácia nas ações coletivas de transferência de conhecimento científico e tecnológico, fortalecendo-a inclusivamente ao longo do projeto com novas entidades que se considerem pertinentes no desenvolvimento e disseminação do conceito de Bioeconomia Circular, Sustentável e Segura protocolando acordos de colaboração e parcerias adequadas aos propósitos de desenvolvimento do projeto. De forma a serem eliminadas as desigualdades, e promovida a não discriminação, será adotada uma política de promoção de igualdade entre Homens e Mulheres e da igualdade de oportunidades e não discriminação, para todas as atividades do projeto. Para esta ação será fundamental ser capaz de não só transmitir os resultados do conhecimento gerado em contínuo no seio do consórcio, mas também ter acesso a outras fontes de saber, designadamente, de roadmap e vigilância tecnológica e que permita o empoderamento da Bioeconomia no Interior e da sua relação com as empresas e ENESI, no âmbito do setor agroalimentar, florestal, sistemas aquáticos e de recursos endógenos. Por outro lado, constitui um objetivo fundamental para este desígnio, a capacidade de dinamizar a estrutura e abrangência da rede, sendo para tal importante definir logo no início do projeto a criação da rede de cooperação para a região interior e da região interior, ou seja, de entidades da região interior e de entidades com interesse na valorização do potencial da bioeconomia no interior, com uma aposta em Investigação & Inovação. OE3 AUMENTAR O NÍVEL DE VALORIZAÇÃO, TRANSFERÊNCIA E EXPLORAÇÃO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO, UTILIZANDO AS METODOLOGIAS E FERRAMENTAS APROPRIADAS, INCLUÍDO AS ASSOCIADAS À GESTÃO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL (EXEMPLO: PATENTES/LICENCIAMENTO TECNOLÓGICO) Constitui ainda um objetivo central do projeto a demonstração tecnológica de soluções transversais desenvolvidas no âmbito da Bioeconomia Circular Sustentável sob diversos prismas. Pretende-se uma experimentação de tecnologias derivada de resultados de projetos científicos desenvolvidos no seio das instituições científicas e tecnológicas protocoladas e de solicitações específicas das empresas e uma segunda abordagem, referente a projetos piloto integrados no seio das iniciativas específicas do consórcio, destinados à valorização tecnológica de ideias do consórcio ou de investigadores apoiadas por qualquer um dos beneficiários. Para valorizar o conhecimento gerado no meio científico, será importante aumentar a geração de propriedade intelectual e demonstrar em ambiente real, as potencialidades e aplicações dos conceitos inerentes à Bioeconomia Circular, Sustentável e Segura, com dois níveis: 1) Proteger e disseminar propriedade intelectual pelos parceiros do consórcio (BLC3, CATAA, TAGUSVALLEY, CEBAL, F4S e CECOLAB), promovendo a defesa dos direitos para permitir, posteriormente, disseminar e difundir no tecido económico e também no mercado do capital de risco que é uma parte importante e que tem interesse no investimento em novas tecnologias que apresentem uma correta gestão do conhecimento (ou seja, defesa da propriedade intelectual); e 2) Realizar testes e ensaios com demonstradores com origem fundamentalmente nas necessidades do tecido económico que constituam parte da rede TIC BioIN, com impacto e relevância para a região interior, e que identifiquem questões de índole tecnológica ou científica, que possam ser colmatadas com o acesso às infraestruturas, equipamentos e tecnologias disponibilizadas pelos parceiros do consórcio (BLC3, CATAA, TAGUSVALLEY, CEBAL, F4S e CECOLAB). Constituindo ainda um objetivo e resultado do projeto, pretende-se demonstrar o valor e potencial do conceito da Bioeconomia, com exemplos reais de demonstração das potencialidades e da aplicação prática das várias técnicas numa ou em várias respostas a um problema ou desafio sentido no tecido económico. Para tal, pretende-se desenvolver pelo menos os seguintes demonstradores: - Modelos de bioeconomia de precisão com recursos a tecnologias de observação terrestre e biologia molecular; - Digitalização de tecnologias de suporte à silvicultura e co-produtos da floresta (e.g. resina natural); - Biomateriais funcionalizados para aplicação têxtil e em derivados de madeira; - Químicos verdes substitutos derivados do petróleo (“bulck chemicals”); - Novas formulações e métodos de conservação alimentar segura e verde; - Sistema aquático de produção biotecnológica e/ou de tratamento e valorização de efluentes das indústrias agroalimentares (e.g. suinicultura e queijo); - Bioadesivo derivado de resina natural, com resistência UV; e - Sistema de aumenta da eficiência do uso da água em cadeias de valor alimentar e derivados de madeira (lógica holística do ciclo de vida). OE4 PRODUZIR E DIVULGAR INFORMAÇÃO RELEVANTE SOBRE NOVAS TECNOLOGIAS, CONHECIMENTOS E INOVAÇÃO PROMOVENDO MAIOR PROXIMIDADE E CONTACTO IN LOCO E RELACIONAL ENTRE EMPRESAS E INVESTIGADORES (ENESI) NO DOMÍNIO DA BIOECONOMIA CIRCULAR, SUSTENTÁVEL E SEGURA A correta transposição do conhecimento gerado em meio científico, adequado à resolução de problemas ou como resposta a desafios originados no meio empresarial, a sua aplicabilidade e a consolidação de um perfil profissional no âmbito da Bioeconomia Circular, Sustentável e Segura, são todas elas competências que deverão ser fomentadas no decurso da cooperação com empresas, no fomento de novos projetos de I&I com empresas e na atração de interesse e motivação do tecido económico em novos conhecimentos e tecnologias emergentes, que por vezes, no sector da bioeconomia existe muita resistência em adotar novas tecnologias e conhecimentos. A criação de ações in loco, a demonstrar a tecnologia e o seu potencial em escalas tecnológicas superiores são ações fundamentais que permitem produzir e divulgar informação muito relevante para promover atenção e a confiança das empresas em investirem e interiorizarem novas tecnologias, conhecimentos e inovação. Assim, o consórcio considerou estratégico o planeamento de um projeto de resposta a este OE. OE5 AUMENTAR QUANTITATIVAMENTE E QUALITATIVAMENTE A INFORMAÇÃO SOBRE BIOECONOMIA CIRCULAR, SUSTENTÁVEL E SEGURA COM A CRIAÇÃO DE NOVOS CANAIS DE COMUNICAÇÃO DE ACESSO LIVRE E DIRIGIDA AO SECTOR EMPRESARIAL DOS TERRITÓRIOS DO INTERIOR QUANTO À RELEVÂNCIA E IMPACTO DA INOVAÇÃO BASEADA NO CONHECIMENTO A divulgação e disseminação do conhecimento constitui um objetivo estratégico ao longo do projeto, sendo necessário para tal criar meios de suporte, mecanismos de partilha, monitorização científica, legislativa e regulamentar, e ações de diversa índole para partilha de conhecimento. A criação de uma marca, plataforma de interação com empresas (para receber inputs e promover a partilha de outputs do projetos) e novos meios de aumentar a disseminação de qualidade, diminuindo o problema das “fake news” e “informação não credível” através de uma aposta na criação de uma revista científica portuguesa em Bio e Economia Circular (as duas dimensões estão na maioria das vezes interligada, como assume a própria Comissão Europeia, através da Agência Europeia de Ambiente), que irá permitir aumentar a informação e melhorar a sua qualidade, através da constituição de um painel de peritos científicos de revisores nacionais e internacionais. Também irá permitir melhor a marca, identidade e imagem da ciência e do conhecimento português e permitir que o interior promova mais as suas oportunidades, apostando no conhecimento. Para acelerar e promover a transferência de conhecimento no interior é importante também promover ações positivas a demonstrar o valor e o potencial do interior e da valorização dos seus recursos com base em tecnologias e conhecimentos. Também é objetivo o recurso a metodologias de “roadmapping”, com recurso a benchmarking do acompanhamento de iniciativas, projetos e parcerias público-privadas de grande dimensão ao nível nacional e internacional, para disponibilizar informação de alto valor qualitativo e quantitativo sobre Bioecnomia Circular e Sustentável (em forma de portfolio), e identificar e estabelecer ligações e relações de confiança entre entidades do sector empresarial ligado à agroindústria, florestas, recursos endógenos naturais e aquáticos dos territórios do interior, com menor acesso a essa informação. OBJETIVOS OPERACIONAIS De forma a atingir plenamente os objetivos estratégicos anteriormente definidos, foram estabelecidos um conjunto de objetivos operacionais que serão aprofundados no decorrer do projeto, em função, a montante, dos trabalhos e iniciativas da rede de investigadores criada para o efeito e, a jusante, das necessidades e inputs do tecido económico que se liga ao Consórcio TIC BioIN. OO1. DEMONSTRAÇÃO TECNOLÓGICA PARA PROMOVER A TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO E TECNOLOGIA FACE À REALIDADE DO TERRITÓRIO INTERIOR PROMOVENDO O TESTE E O ENVOLVIMENTO DO TECIDO ECONÓMICO (ATIVIDADE 1). Na tarefa 1.1. Bio TestTech (liderada pela BLC3) serão efetuados testes e validações pré-comerciais de projetos de investigação com impacto para a região interior. O envolvimento do tecido económico é fundamental para este OO, e para isso a Tarefa 1.2 Bio Show Tech (liderada pelo CATAA) irá focar-se na realização do “ShowTech”, ou seja, em realização ações demonstração de tecnologias e de experimentação in loco dos demonstradores junto das empresas. Por último, pretende-se que se promova a transferência das tecnologias para as empresas e em particular para as PME, tendo a Tarefa 1.3 Bio TransTech (liderada pelo TagusValley) essa função. É importante assim, ter demonstradores e testa e validar o seu desempenho e eficácia, depois apresentar esses demonstradores e tecnologias às empresas e por fim promover a sua transferência para o tecido económico, que tenha impacto na região interior (ou pela implementação da tecnologia e/ou pela valorização dos biorrecursos deste território. OO2. PROMOVER A VALORIZAÇÃO E A TRANSFERÊNCIA DO CONHECIMENTO TÉCNICO CIENTÍFICO E FOMENTAR O NASCIMENTO DE IDEIAS EM INVESTIGADORES ATRAVÉS DAS SOLUÇÕES INOVADORAS LIGADAS À BIOECNOMIA CIRCULAR, SUSTENTÁVEL E SEGURA (ATIVIDADE 2) A promoção da valorização e transferência de conhecimento está intrinsecamente ligada à capacidade de uma correta gestão do conhecimento, ou seja, gestão da Propriedade Intelectual, para que permita, por um lado, revelar mais informação de apresentação às empresas, sem comprometer direitos, e por outro, permita também as próprias empresas sentirem mais confiança em investir e interiorizar esse conhecimento. Assim, a Tarefa 2.1 – PROMOTE BioPI (liderada pelo CECOLAB) tem como objetivo alcançar 12 processos de propriedade intelectual (média de 2 PI/beneficiário: desde patentes, dossiers de segredo industrial a marcas de impacto e relevantes). Na Tarefa 2.2 PROMOTE BioResearchers (liderada pelo CEBAL) existe o objetivo de promover o nascimento de Bioideias junto da comunidade de investigadores, com potencial e impacto a curto prazo. Este critério a curto prazo tem como objetivo promover impacto a curto prazo na região interior, que tem necessidades e desafios demográficos e económicos muito importantes, sendo objetivo do consórcio que este tipo de projetos, sejam uma parte de contributo para ajudar a ultrapassar o paradigma do interior em Portugal, onde, na perspetiva do consórcio, a cooperação em redes e as ações coletivas com base no conhecimento e nos recursos da região são um caminho importante e estratégico. A PROMOTE Bio Go to Market, Tarefa 2.3 (liderada pela F4S), pretende promover da propriedade intelectual, PI, do consórcio, realizar o roadmaping de outra PI existente, relevante e importante para o tecido económico, assim como, realizar a vigilância tecnológica, quer de processos transferidos, como de verificação do uso incorreto de PI do consórcio e do projeto. Esta vertente é muito importante para garantir que se realiza valorização de conhecimento na transferência para o tecido económico. Por fim, para alcançar este OO, pretende-se a transferência de ideias inovadoras em projetos europeus, a Tarefa 2.4 PROMOTE EU Ideas, que permitirá alcançar uma dimensão de nível superior e de impacto de valor ao projeto. OO3. ACELERAR E ESTIMULAR A INVESTIGAÇÃO E INOVAÇÃO EM BIOECONOMIA PARA A COOPERAÇÃO EMPRESARIAL NA REGIÃO INTERIOR (ATIVIDADE 3) Aumentar e efetivar a cooperação é uma opção chave para o sucesso de ações coletivas de transferência de conhecimento e tecnologia. Neste processo é importante primeiro mapear empresas (Tarefa 3.1 InBio MapCoop, liderada pelo F4S), depois estabelecer a rede de cooperação/colaboração com base no mapeamento (Tarefa 3.2 InBio Network Cooperation, liderada pelo CATAA), para depois serem criadas as relações de confiança com as empresas (Tarefa 3.3 Bio TrustCoop, liderada pelo TagusValley) que são fundamentais para se ter o envolvimento e interesse efetivo das empresas em conhecimento e tecnologia e, por último, com base nas três fases anteriores, promover uma última fase de colaboração em novos projetos de I&I que permitam empoderar a bioeconomia no interior, através da Tarefa 3.4 InBio CoopProject I&I (liderada pelo CECOLAB). OO4. PROMOÇÃO, DISSEMINAÇÃO E DIFUSÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS E TECNOLOGIAS NO ÂMBITO DO I&D E ALAVANCAR A PROMOÇÃO DA BIOECONOMIA CIRCULAR EM TERRITÓRIOS DO INTERIOR COM A CRIAÇÃO DE NOVOS CANAIS DE INFORMAÇÃO (ATIVIDADE 4) A promoção, disseminação e difusão da operação visa alavancar a divulgação e implementação do conceito da Bioeconomia Circular, Sustentável e Segura no interior e facilitar o processo de transferência científica e tecnológica junto do sector empresarial dos territórios do interior e em particular da rede identificada na Atividade 3. De forma a atingir plenamente este objetivo operacional serão implementadas ações de disseminação e difusão de novos conhecimentos e tecnologias no âmbito do I&D, com a criação de uma marca e ferramentas de divulgação ampla (Tarefa 4.1, liderada pela BLC3), assim como, de uma revista científica portuguesa em Bio e Economia Circular, devido à ligação intrínseca entre estas duas dimensões, (Tarefa 4.2 Journal of Bio and Circular Portuguese Sciece Innovation, liderada pela BLC3). Incluirá ainda a criação de uma Plataforma Bio IN/OUT (Tarefa 4.3 – liderada pelo CEBAL), que será um novo canal de comunicação e de interação com empresas, que permita receber desafios das empresas (contexto IN), como promover oportunidades de valorização e transferência de conhecimento para o tecido económico (contexto OUT). A tarefa 4.4. (liderada pelo CECOLAB) pretende transmitir e disseminar uma imagem positiva da região interior, com a criação de uma serie “O Lado BI do Interior”, ou seja, o lado “B” da vida é o lado positivo, o mesmo que se pretende transmitir, com foco em inovação e no potencial da região interior e dos seus biorrecursos. A promoção e disseminação será feita através de ações de marketing, workshops, conferências e divulgação e resultados de projetos desenvolvidos em conjunto com as empresas da rede e ENESI (Tarefa 4.5, liderada pelo CATAA). Como a promoção e implementação do conceito de Bioeconomia Circular, Sustentável e Segura é essencial a este projeto, será desenvolvido um plano de marketing para este projeto que incidirá na criação de material de divulgação e na criação de uma abordagem estratégica que contribua para o sucesso da promoção do conceito e facilite a transferência de conhecimento e tecnologia. Será ainda promovida uma conferência de lançamento do projeto (“Kick-off meeting”) com o objetivo de divulgar os objetivos de projeto, promoção do conceito de Bioeconomia Circular e apresentar os parceiros do consórcio. Serão desenvolvidos workshops semestrais ao longo do projeto, para os consorciados, parceiros e membros da rede que servirão para divulgar as principais tendências tecnológicas e de mercado, a nível nacional e internacional, com apresentação de casos de estudo que permitam sensibilizar o mercado para as potencialidades da Bioeconomia Circular, Sustentável e Segura e das capacidades instaladas no Consórcio. Complementarmente, serão realizados 5 workshops internos à rede para definição de procedimentos internos, acompanhamento do projeto, acompanhamento das principais tendências do mercado, alterações legais e regulamentares e discussões de índole mais técnica sobre a temáticas importantes para o tecido empresarial. Uma das atividades mais importantes de divulgação de todo o projeto será a divulgação por diversos canais (papel, digital, meios de comunicação locais, regionais e nacionais) do projeto, das iniciativas contempladas no mesmo e dos vários resultados dos encontros, das provas de conceito, das demonstrações, entre outros. Esta atividade também terá foco na difusão de projetos piloto inovadores, como boas práticas e partilha de experiência. Além disso, a Tarefa 4.6 (Liderada pelo TagusValley) está focada na participação em outros encontros e eventos, organizados pela Academia e Empresas, onde seja possível promover, disseminar e difundir os projetos, resultados e potencial de cooperação.
PROGRAMA E OBJETIVOS
Como a operação está enquadrada
- Programa
- Programa Inovação e Transição Digital
- Fundo
- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
- Objetivo estratégico
- + Inteligente
- Objetivo específico
- Reforçar a investigação, inovação e adoção de tecnologias avançadas.
- Área temática
- Investigação, Desenvolvimento e Inovação
- Atividade económica
- Actividades de engenharia e técnicas afins
- Modalidade
- Subvenção
- Taxa de cofinanciamento
- 85%
ONDE
Distribuição territorial publicada
Localização observada no ficheiro de 31 de agosto de 2026.
QUANDO
Calendário publicado
- Início previsto
- 1 de julho de 2025
- Início efetivo
- 23 de setembro de 2025
- Conclusão prevista
- 30 de junho de 2027
- Conclusão efetiva
- Não indicada