O QUE FOI APRESENTADO
Finalidade da operação
As tecnologias atuais de produção das cápsulas envolvem o uso de materiais não sustentáveis como o estanho (vinhos mais caros), materiais laminados multicomponente de muito difícil reutilização, e polímeros de base fóssil como o poli(tereftalato de etileno)(PET) ou poli(cloreto de vinilo) (PVC). Por outro lado, as cápsulas normalmente contêm discos de alumínio no topo, o que dificulta ainda mais o seu descarte e tratamento no seu fim de vida. Recentemente surgiram no mercado cápsulas de poli(ácido láctico) (PLA) com vista à redução da pegada CO2 destes materiais, no entanto, as mesmas apresentam ainda dois problemas muito relevantes: 1) utilizam alumínio no topo, o que torna a cápsula multimaterial, sendo por isso pouco ecológica; 2) o PLA é compostável, pelo que necessita de ser separado…
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As tecnologias atuais de produção das cápsulas envolvem o uso de materiais não sustentáveis como o estanho (vinhos mais caros), materiais laminados multicomponente de muito difícil reutilização, e polímeros de base fóssil como o poli(tereftalato de etileno)(PET) ou poli(cloreto de vinilo) (PVC). Por outro lado, as cápsulas normalmente contêm discos de alumínio no topo, o que dificulta ainda mais o seu descarte e tratamento no seu fim de vida. Recentemente surgiram no mercado cápsulas de poli(ácido láctico) (PLA) com vista à redução da pegada CO2 destes materiais, no entanto, as mesmas apresentam ainda dois problemas muito relevantes: 1) utilizam alumínio no topo, o que torna a cápsula multimaterial, sendo por isso pouco ecológica; 2) o PLA é compostável, pelo que necessita de ser separado devidamente para posterior tratamento numa central de compostagem, o que raramente acontece com estes tipos de produtos pela sua natureza. O projeto BioCaps pretende desenvolver uma formulação de bioplásticos biodegradáveis para produção de cápsulas que não necessitam da utilização de outros tipos de materiais como alumínio no seu topo. A solução preconizada neste projeto apresenta diversas vantagens inequívocas: utilização exclusiva de materiais de base polimérica biodegradáveis; redução significativa da pegada de CO2, tanto ao nível dos bioplásticos que serão utilizados, como no próprio processo de produção das cápsulas. Assim, na eventualidade das cápsulas serem perdidas no meio ambiente, as mesmas irão se degradar completamente, não ocorrendo a formação de microplásticos, como sucede no caso das cápsulas comercializadas atualmente de base PET ou PVC. A novidade tecnológica consiste na preparação de formulações biodegradáveis de base PBAT, PBS e amido termoplástico (TPS) com elevado índice de fluidez, para a produção de cápsulas por injeção, o que permitirá reduzir significativamente a pegada de carbona associada ao processo, conferindo um caráter mais biodegradável às cápsulas no final do seu tempo de vida útil. O PBAT (poli(butileno adipato-co-tereftalato)) é um tipo de poliéster alifático biodegradável, comercial, de custo competitivo e tem sido usado nos setores de embalagens e agricultura devido à sua boa ductilidade e alongamento na rutura, ótima resistência ao calor e desempenho de processamento. Além disso, apresenta uma rápida e elevada taxa de degradação. Por sua vez, o poli (butileno succinato) (PBS) é um poliéster alifático biocompatível e biodegradável, com uma estrutura molecular mais regular do que o PBAT. O PBS atrai considerável atenção pelas suas excelentes propriedades de barreira, desempenho de processamento e propriedades mecânicas. Finalmente, a adição de TPS permitirá ajustar a velocidade de biodegradação das cápsulas. Deste modo, as novas cápsulas propostas irão ser produzidas por injeção pela Natigam a partir de uma formulação biodegradável, o que permitirá baixar significativamente o impacto ambiental do processo de produção, por quatro vias: (i) utilização de matérias-primas mais sustentáveis, biodegradáveis e de origem renovável; (ii) redução do número de etapas necessárias para produção de cápsulas usando apenas o processo de injeção; (iii) redução da necessidade do invólucro de alumínio, por aumento da espessura do cápsula na sua base; (iv) eliminação da necessidade de utilização de alumínio na cápsula e (v) simplificação de toda a cadeia desde a obtenção da matéria-prima, produção, ao descarte adequado das cápsulas.
PROGRAMA E OBJETIVOS
Como a operação está enquadrada
- Programa
- Programa Regional do Centro
- Fundo
- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
- Objetivo estratégico
- + Inteligente
- Objetivo específico
- Reforçar a investigação, inovação e adoção de tecnologias avançadas.
- Área temática
- Investigação, Desenvolvimento e Inovação
- Atividade económica
- Fabricação de outros artigos de plástico, n.e.
- Modalidade
- Subvenção
- Taxa de cofinanciamento
- 78%
ONDE
Distribuição territorial publicada
Localização observada no ficheiro de 31 de agosto de 2026.
QUANDO
Calendário publicado
- Início previsto
- 1 de julho de 2025
- Início efetivo
- 29 de agosto de 2025
- Conclusão prevista
- 30 de junho de 2028
- Conclusão efetiva
- Não indicada