O QUE FOI APRESENTADO
Finalidade da operação
Portugal tem definido ao longo dos últimos anos uma série de políticas e instrumentos que apontam à redução da sua elevada dependência energética dos combustíveis fósseis, dos impactos ambientais que a utilização destes incorporam e da sua inerente contribuição para as emissões de gases com efeitos de estufa e para as alterações climáticas. A cidade de Lisboa e a EMEL também estão apostadas em contribuir para os mesmos objetivos, e têm levado a cabo uma série de medidas que visam aumentar a eficiência energética do seu sistema urbano, reduzir as poluições atmosférica e sonora, e mitigar as suas responsabilidades em termos de emissões de CO2. No caso do setor da mobilidade, a cidade está apostada em promover a redução da utilização do automóvel e aumentar as deslocações a pé, de bicicleta e…
Ler a descrição publicada na íntegra
Portugal tem definido ao longo dos últimos anos uma série de políticas e instrumentos que apontam à redução da sua elevada dependência energética dos combustíveis fósseis, dos impactos ambientais que a utilização destes incorporam e da sua inerente contribuição para as emissões de gases com efeitos de estufa e para as alterações climáticas. A cidade de Lisboa e a EMEL também estão apostadas em contribuir para os mesmos objetivos, e têm levado a cabo uma série de medidas que visam aumentar a eficiência energética do seu sistema urbano, reduzir as poluições atmosférica e sonora, e mitigar as suas responsabilidades em termos de emissões de CO2. No caso do setor da mobilidade, a cidade está apostada em promover a redução da utilização do automóvel e aumentar as deslocações a pé, de bicicleta e de transportes públicos, reduzindo assim decididamente os consumos energéticos e as emissões dentro do seu perímetro territorial, humanizando a cidade e aumentando a qualidade de vida dos que nela vivem, trabalham ou estudam, bem como dos que a visitam. Nesse sentido, o Município de Lisboa e a EMEL têm planeadas uma série de medidas e projetos que, no seu conjunto, permitirão reduzir a dependência do automóvel e aumentar a procura de transportes públicos e outros modos de mobilidade suave. A candidatura tem como objetivo global a implementação de uma solução de Gestão Inteligente de Tráfego na Baixa Pombalina que contribua de forma direta e mensurável para a melhoria da mobilidade urbana, para a redução de emissões e para a valorização do espaço público central de Lisboa. De forma mais específica, a candidatura procura: 1. Reduzir o trânsito automóvel no centro histórico, desencorajando o uso do automóvel privado em zonas de elevada densidade pedonal e turística, onde os impactos do congestionamento são particularmente negativos. 2. Diminuir as emissões de CO2 e outros poluentes, promovendo a melhoria da qualidade do ar e a concretização do compromisso da cidade de Lisboa de atingir a neutralidade carbónica até 2030, conforme definido no Contrato Climático assinado com a Comissão Europeia. 3. Dar prioridade ao transporte público, melhorando a sua fluidez, reduzindo tempos de espera e aumentando a velocidade média de circulação. 4. Criar uma rede de monitorização em tempo real do tráfego, com a instalação de 32 câmaras/sensores que permitem recolher, armazenar e tratar dados sobre padrões de circulação automóvel e desempenho dos transportes públicos, fornecendo informação essencial para a gestão dinâmica da mobilidade. 5. Integrar a informação recolhida num software de gestão avançado, capaz de gerar dados analíticos para suporte à decisão estratégica e operacional, aumentando a capacidade da cidade em gerir o tráfego de forma eficiente e baseada em dados. 6. Garantir a coerência com os instrumentos de planeamento municipal, em particular com o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Lisboa (PMUS Lisboa), que estabelece uma visão de mobilidade mais equilibrada, sustentável e inclusiva, favorecendo os modos ativos e coletivos em detrimento do automóvel individual. Em suma, os objetivos da candidatura não se limitam à instalação de uma solução tecnológica, mas visam uma transformação estrutural na forma como o tráfego é gerido e como o espaço público é vivido. Pretende-se modernizar a mobilidade, tornando-a um exemplo de inovação, sustentabilidade e integração no contexto das cidades europeias que lideram a transição climática.
PROGRAMA E OBJETIVOS
Como a operação está enquadrada
- Programa
- Programa Regional de Lisboa
- Fundo
- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
- Objetivo estratégico
- + Verde
- Objetivo específico
- Promover a sustentabilidade na mobilidade urbana e reduzir as emissões de carbono.
- Área temática
- Transportes
- Atividade económica
- Outras actividades auxiliares dos transportes terrestres
- Modalidade
- Subvenção
- Taxa de cofinanciamento
- 40%
ONDE
Distribuição territorial publicada
Localização observada no ficheiro de 31 de agosto de 2026.
QUANDO
Calendário publicado
- Início previsto
- 1 de outubro de 2025
- Início efetivo
- Não indicada
- Conclusão prevista
- 20 de dezembro de 2025
- Conclusão efetiva
- Não indicada