O QUE FOI APRESENTADO
Finalidade da operação
O Projeto CORE-IND propõe-se a desenvolver, validar e colocar no mercado uma plataforma deep-tech soberana de otimização prescritiva, orientada para a estabilidade e o controlo robustos de processos produtivos de elevada variabilidade e exigência técnica. Face aos constrangimentos estruturais identificados em cadeias de valor chave de fabrico avançado, nomeadamente nos domínios da injeção de polímeros e da maquinação de precisão para aplicações aeroespaciais, o Consórcio pretende mitigar constrangimentos estruturais identificados em cadeias de valor críticas do fabrico avançado, em particular na injeção de polímeros e na maquinação de precisão para aplicações aeroespaciais, onde persistem abordagens empíricas, ciclos extensivos de ensaio e uma forte dependência de plataformas digitais…
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O Projeto CORE-IND propõe-se a desenvolver, validar e colocar no mercado uma plataforma deep-tech soberana de otimização prescritiva, orientada para a estabilidade e o controlo robustos de processos produtivos de elevada variabilidade e exigência técnica. Face aos constrangimentos estruturais identificados em cadeias de valor chave de fabrico avançado, nomeadamente nos domínios da injeção de polímeros e da maquinação de precisão para aplicações aeroespaciais, o Consórcio pretende mitigar constrangimentos estruturais identificados em cadeias de valor críticas do fabrico avançado, em particular na injeção de polímeros e na maquinação de precisão para aplicações aeroespaciais, onde persistem abordagens empíricas, ciclos extensivos de ensaio e uma forte dependência de plataformas digitais proprietárias não europeias para simulação, analítica e otimização. Esta dependência expõe a indústria europeia a riscos tecnológicos, económicos e jurisdicionais, limitando a sua autonomia estratégica e capacidade de escalabilidade. Com este propósito, foi definido um conjunto de objetivos estratégicos e específicos, materializados em atividades de investigação industrial, desenvolvimento experimental e inovação produtiva, articuladas em torno de duas linhas de desenvolvimento interdependentes: (i) Otimização Cognitiva para a Engenharia de Polímeros; e (ii) Maquinação Resiliente para Sistemas Aeroespaciais. Ambas partilham um núcleo tecnológico comum, concebido para validação em ambiente produtivo real, com elevado potencial de replicabilidade, escalabilidade e aplicabilidade transetorial. Entre os objetivos principais, inclui-se os seguintes objetivos estratégicos (OE): OE1. Desenvolver e industrializar uma tecnologia digital crítica de prescriptive optimisation, baseada em IA avançada (AutoML), computação de alto desempenho (HPC) e arquiteturas security-by-design, capaz de substituir dependências estruturais de plataformas não-UE nos domínios de simulação, otimização e decisão industrial; OE2. Internalizar capacidades críticas de decisão prescritiva sob governação europeia, assegurando que a lógica de otimização, o processamento de dados industriais e os mecanismos de cibersegurança permanecem sob controlo da UE, reduzindo dependências tecnológicas e riscos jurisdicionais em contextos industriais estratégicos; OE3. Implementar e validar industrialmente esta tecnologia crítica em ambientes reais e de elevada exigência, nomeadamente em engenharia de polímeros avançada e maquinagem aeroespacial de micro-tolerância, demonstrando robustez, escalabilidade, interoperabilidade e replicabilidade transversal a cadeias de valor críticas; OE4. Criar um núcleo tecnológico comum, modular e transferível, aplicável a múltiplos setores industriais, que permita a difusão da tecnologia crítica desenvolvida para além dos pilotos iniciais, promovendo coerência tecnológica, escalabilidade e adoção transfronteiriça no mercado interno da UE; OE5. Reforçar a resiliência das infraestruturas industriais críticas da UE, integrando requisitos de cibersegurança operacional, rastreabilidade e continuidade de negócio desde a conceção (security by design), em conformidade com enquadramentos regulatórios e necessidades industriais de elevada fiabilidade; OE6. Aumentar a capacidade produtiva efetiva da UE sem crescimento proporcional de investimento físico, através da redução de scrap, retrabalho e ciclos de tentativa-erro, viabilizada pelo controlo prescritivo de variabilidade de materiais e processos suportado pela tecnologia crítica CORE-IND e; OE7. Preparar a produtização e exploração económica da tecnologia crítica desenvolvida, sob a forma de módulos industriais, software e serviços intensivos em conhecimento, alinhados com as prioridades STEP e orientados à substituição progressiva de soluções proprietárias não-UE, com potencial de geração de receita acumulada superior a 6,8 M€ até 2031, conforme planos de exploração do consórcio. OE8. Contribuir de forma mensurável para a redução de dependências estratégicas da UE, permitindo a substituição progressiva de licenças, serviços cloud e motores de decisão não-UE, com impacto escalável decorrente de uma penetração inicial estimada de 2–5% nos segmentos industriais alvo. Todos os objetivos foram definidos de forma estratégica e coerente, assegurando uma execução credível no período de 36 meses e uma trajetória consistente de maturação tecnológica, valorização económica e geração de impacto industrial. Neste quadro, o CORE-IND posiciona-se como uma operação estruturante, com efeitos tangíveis na competitividade da indústria europeia, na redução de dependências tecnológicas externas e no reforço da autonomia estratégica da União, em plena conformidade com os objetivos da STEP.
PROGRAMA E OBJETIVOS
Como a operação está enquadrada
- Programa
- Programa Inovação e Transição Digital
- Fundo
- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
- Objetivo estratégico
- + Inteligente
- Objetivo específico
- Desenvolvimento ou fabrico de tecnologias críticas
- Área temática
- Investigação, Desenvolvimento e Inovação
- Atividade económica
- Atividades de programação informática
- Modalidade
- Subvenção
- Taxa de cofinanciamento
- 60.36%
ONDE
Distribuição territorial publicada
Localização observada no ficheiro de 31 de agosto de 2026.
QUANDO
Calendário publicado
- Início previsto
- 1 de janeiro de 2027
- Início efetivo
- Não indicada
- Conclusão prevista
- 31 de dezembro de 2029
- Conclusão efetiva
- Não indicada