O QUE FOI APRESENTADO
Finalidade da operação
O projeto STARTICAL PT tem como objetivo geral desenvolver, qualificar e industrializar uma cadeia de fornecimento europeia de subsistemas espaciais críticos, capaz de responder às exigências técnicas, económicas e de escala associadas a constelações de satélites em órbita baixa (LEO), reforçando simultaneamente a autonomia estratégica, a resiliência industrial e a competitividade da Europa no setor espacial. A operação responde assim a uma necessidade estrutural claramente identificada: a dependência persistente da União Europeia de fornecedores não europeus em subsistemas-chave de satélite, associada à inexistência de capacidade industrial europeia para produção escalável, com custos compatíveis com os novos modelos de negócio de constelações LEO. Neste contexto, o projeto STARTICAL PT…
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O projeto STARTICAL PT tem como objetivo geral desenvolver, qualificar e industrializar uma cadeia de fornecimento europeia de subsistemas espaciais críticos, capaz de responder às exigências técnicas, económicas e de escala associadas a constelações de satélites em órbita baixa (LEO), reforçando simultaneamente a autonomia estratégica, a resiliência industrial e a competitividade da Europa no setor espacial. A operação responde assim a uma necessidade estrutural claramente identificada: a dependência persistente da União Europeia de fornecedores não europeus em subsistemas-chave de satélite, associada à inexistência de capacidade industrial europeia para produção escalável, com custos compatíveis com os novos modelos de negócio de constelações LEO. Neste contexto, o projeto STARTICAL PT pretende atuar simultaneamente sobre a dimensão tecnológica, industrial e da cadeia de abastecimento, assegurando impacto estrutural e duradouro. O objetivo geral concretiza se através dos seguintes objetivos específicos: (i) Desenvolver e qualificar tecnologias espaciais críticas de origem europeia, nomeadamente ADCS, recetores GNSS de elevada precisão, OBC baseados em arquitetura aberta ADHA, star trackers, antenas de comunicação e navegação (VHF, ADS B e GNSS) e software de dinâmica de voo e gestão autónoma de constelações, elevando as a níveis de maturidade compatíveis com utilização operacional e comercial (TRL 7–8). Estes desenvolvimentos posicionam o projeto no núcleo das tecnologias digitais e de conectividade avançada identificadas como estratégicas pela STEP. (ii) Integrar desde a fase de conceção os requisitos de validação, qualificação e industrialização, assegurando que os produtos desenvolvidos não se limitam a protótipos funcionais, mas evoluem para soluções robustas, fiáveis e repetíveis, compatíveis com missões reais e exigentes à escala de constelações, como a iniciativa europeia STARTICAL. (iii) Estabelecer capacidade industrial europeia para fabrico em série, através da implementação e validação de linhas piloto de produção, integração e teste (AIT), demonstrando produção inicial a baixo ritmo (Low Rate Initial Production), rastreabilidade digital, controlo de qualidade e redução significativa de custos unitários. Este objetivo endereça diretamente a lacuna europeia em produção escalável de subsistemas espaciais críticos. (iv) Estruturar e qualificar uma cadeia de abastecimento europeia resiliente, assente na colaboração entre PME tecnológicas e entidades do sistema científico e tecnológico nacional (ENESII), reduzindo dependências de fonte única, mitigando riscos associados a regimes de controlo à exportação e reforçando a segurança de fornecimento intra UE. (v) Assegurar a progressão coordenada dos níveis de maturidade tecnológica (TRL) e de maturidade de fabrico (MRL), garantindo que os resultados do projeto são tecnologicamente avançados e, simultaneamente, industrialmente exploráveis, com processos certificados, documentação completa e capacidade de replicação produtiva. (vi) Posicionar Portugal e a União Europeia como fornecedores competitivos no mercado global de constelações de satélite, criando uma base industrial exportadora assente em tecnologias críticas, deep tech e sistemas digitais avançados, com aplicação direta em programas europeus estratégicos (STARTICAL, IRIS2, Galileo, SESAR) e elevado potencial de replicação em mercados internacionais. (vii) Contribuir para a sustentabilidade do setor aeronáutico, através da implementação de comunicações espaciais que permitam uma gestão mais eficiente do tráfego aéreo e a consequente redução das emissões de gases de efeito de estufa (GEE). Desta forma, o projeto STARTICAL PT pretende assegurar que as tecnologias espaciais críticas são concebidas, desenvolvidas, fabricadas, escaladas e fornecidas no interior da União Europeia, contribuindo de forma direta e mensurável para os objetivos STEP de autonomia estratégica, reforço das cadeias de valor e competitividade industrial europeia num setor de elevado crescimento e relevância geopolítica. Os objetivos previstos seguem uma lógica SMART, tendo sido estruturados da seguinte forma: • Específicos, uma vez que cada linha de desenvolvimento incide sobre um subsistema ou capacidade bem definidos; • Mensuráveis, através de indicadores concretos como a precisão de apontamento, a precisão temporal, a taxa de produção, o rendimento e a redução de custos; • Atingíveis, dado que assentam em tecnologias e competências já existentes no seio do consórcio, seguindo uma progressão realista desde a validação até à industrialização; • Relevantes, porque respondem diretamente às lacunas identificadas, nomeadamente à ausência de soluções europeias escaláveis e à dependência de fornecedores não europeus; • Temporais, uma vez que se encontram alinhados com o calendário de industrialização necessário para suportar a integração em futuras implementações de constelações, como a Startical.
PROGRAMA E OBJETIVOS
Como a operação está enquadrada
- Programa
- Programa Inovação e Transição Digital
- Fundo
- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
- Objetivo estratégico
- + Inteligente
- Objetivo específico
- Desenvolvimento ou fabrico de tecnologias críticas
- Área temática
- Investigação, Desenvolvimento e Inovação
- Atividade económica
- Actividades de engenharia e técnicas afins
- Modalidade
- Subvenção
- Taxa de cofinanciamento
- 65.03%
ONDE
Distribuição territorial publicada
Localização observada no ficheiro de 31 de agosto de 2026.
QUANDO
Calendário publicado
- Início previsto
- 1 de novembro de 2026
- Início efetivo
- Não indicada
- Conclusão prevista
- 30 de outubro de 2029
- Conclusão efetiva
- Não indicada