O QUE FOI APRESENTADO
Finalidade da operação
O projeto BiOFERNUTS surge como resposta estratégica a um conjunto de desafios críticos e oportunidades emergentes identificadas nas fileiras da castanha, avelã, vinagre e kombucha, em articulação com os objetivos da sustentabilidade, valorização de recursos locais e inovação agroalimentar. Num contexto de crescimento da procura por produtos fermentados e funcionais, aliado à escassez de soluções diferenciadoras baseadas em subprodutos de frutos secos e à dependência externa em segmentos estratégicos, o presente projeto propõe uma abordagem centrada na criação de valor económico, social e ambiental, alicerçada na investigação aplicada, desenvolvimento experimental e transferência de conhecimento científico e tecnológico. A estratégia do projeto assenta numa lógica de inovação orientada…
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O projeto BiOFERNUTS surge como resposta estratégica a um conjunto de desafios críticos e oportunidades emergentes identificadas nas fileiras da castanha, avelã, vinagre e kombucha, em articulação com os objetivos da sustentabilidade, valorização de recursos locais e inovação agroalimentar. Num contexto de crescimento da procura por produtos fermentados e funcionais, aliado à escassez de soluções diferenciadoras baseadas em subprodutos de frutos secos e à dependência externa em segmentos estratégicos, o presente projeto propõe uma abordagem centrada na criação de valor económico, social e ambiental, alicerçada na investigação aplicada, desenvolvimento experimental e transferência de conhecimento científico e tecnológico. A estratégia do projeto assenta numa lógica de inovação orientada para o mercado, com fundamentação científica robusta e enfoque na criação de valor partilhado. O consórcio reúne competências altamente complementares nas áreas da investigação, agroindústria e fileiras produtivas, integrando a Casa Mendes Gonçalves (CMG), o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), a Cooperativa Soutos os Cavaleiros (CSC) e o Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos (CNCFS). Os objetivos da operação estruturam-se em cinco grandes eixos estratégicos: OE1 – Inovação de Produto e Processo Desenvolver três novos produtos fermentados inexistentes no mercado: 1. Vinagre de castanha e avelã; 2. Kombucha com folhas de aveleira; 3. Vinagre de castanha e avelã com kombucha com folhas de aveleira. Estes produtos exigem o desenvolvimento de novos processos tecnológicos – nomeadamente hidrólise do amido (sacarificação), fermentações sequenciais e integração de matrizes fermentativas – e serão alvo de validação físico-química, sensorial e funcional, incluindo propriedades antioxidantes, antimicrobianas e hipoglicémicas. OE2 – Valorização de Subprodutos Agrícolas Promover o aproveitamento integral de castanhas de pequeno calibre ou bichadas, avelãs fora de calibre e folhas resultantes da poda da aveleira (resíduos agrícolas atualmente não valorizados), contribuindo para: - Redução do desperdício agroalimentar; - Geração de valor nas fileiras da castanha e da avelã; - Criação de novos canais de comercialização para a produção primária. OE3 – Sustentabilidade e Economia Circular Implementar processos sustentáveis e economicamente viáveis, alinhados com os princípios do Pacto Ecológico Europeu, da Bioeconomia Sustentável e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, através: - Utilização de matérias-primas locais, de baixo calibre e subprodutos rejeitados pela cadeia comercial, - Redução da pegada ambiental dos sistemas de produção; - Promoção de soluções tecnológicas com impacto positivo na sustentabilidade do setor agroalimentar. Será também realizada uma avaliação de ciclo de vida (ACV) do produto mais complexo (vinagre com kombucha), integrando indicadores ambientais e sociais. OE4 – Dinamização dos Territórios de Baixa Densidade Reforçar a coerência territorial e o desenvolvimento económico em zonas de baixa densidade, através da: - Integração ativa de agricultores e cooperativas no processo de inovação; - Criação de novas oportunidades de rendimento e valorização agrícola; - Promoção da atratividade da fileira agroalimentar junto de jovens técnicos e empreendedores. A operação será implementada em territórios como Golegã, Macedo de Cavaleiros e Bragança, com forte ligação às fileiras-alvo. OE5 – Transferência de Conhecimento e Competitividade Empresarial Integrar conhecimento científico e tecnológico no tecido empresarial, reforçando a capacidade de I&D e a competitividade dos promotores, através de: - Colaboração efetiva entre empresas e entidades do sistema científico e tecnológico; - Produção de conhecimento novo (teses, artigos científicos, comunicações); - Geração de ativos tecnológicos com potencial de proteção (formulações, processos, marcas); - Preparação de modelos de negócio e planos de exploração dos resultados. O projeto articula, assim, uma visão sistémica de inovação, sustentada na colaboração entre empresas, entidades do sistema científico e fileiras produtivas regionais, com impacto efetivo na competitividade do setor agroalimentar nacional.
PROGRAMA E OBJETIVOS
Como a operação está enquadrada
- Programa
- Programa Inovação e Transição Digital
- Fundo
- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
- Objetivo estratégico
- + Inteligente
- Objetivo específico
- Reforçar a investigação, inovação e adoção de tecnologias avançadas.
- Área temática
- Investigação, Desenvolvimento e Inovação
- Atividade económica
- Fabricação de condimentos e temperos
- Modalidade
- Subvenção
- Taxa de cofinanciamento
- 75.58%
ONDE
Distribuição territorial publicada
Localização observada no ficheiro de 31 de agosto de 2026.
QUANDO
Calendário publicado
- Início previsto
- 1 de janeiro de 2026
- Início efetivo
- Não indicada
- Conclusão prevista
- 31 de dezembro de 2028
- Conclusão efetiva
- Não indicada