O QUE FOI APRESENTADO
Finalidade da operação
O projeto SAVEURS du PORTUGAL inscreve-se na estratégia de apoio à internacionalização definida pelos promotores perante a similaridade do tecido empresarial e oferta de produtos agroalimentares das duas regiões, assente no aprofundamento da presença portuguesa em mercados onde o posicionamento competitivo, o grau de diferenciação e a capacidade regional apresenta maior potencial para reter e valorizar os ativos existentes. No que se refere ao Alentejo, destaca-se a atividade “Alentejo Gourmet” inserida no projeto Alentejo Global Export, que reuniu várias associações regionais, que conjuntamente com o NERBE/AEBAL procuraram potenciar o sucesso da internacionalização da fileira agroalimentar no norte da Europa (em particular na Alemanha), promovendo a venda direta desses produtos, numa…
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O projeto SAVEURS du PORTUGAL inscreve-se na estratégia de apoio à internacionalização definida pelos promotores perante a similaridade do tecido empresarial e oferta de produtos agroalimentares das duas regiões, assente no aprofundamento da presença portuguesa em mercados onde o posicionamento competitivo, o grau de diferenciação e a capacidade regional apresenta maior potencial para reter e valorizar os ativos existentes. No que se refere ao Alentejo, destaca-se a atividade “Alentejo Gourmet” inserida no projeto Alentejo Global Export, que reuniu várias associações regionais, que conjuntamente com o NERBE/AEBAL procuraram potenciar o sucesso da internacionalização da fileira agroalimentar no norte da Europa (em particular na Alemanha), promovendo a venda direta desses produtos, numa lógica integrada com o turismo regional, assente na estratégia de especialização inteligente para a região. O projeto foca-se no desenvolvimento de mecanismos inovadores de prospeção, conhecimento e acesso a mercados internacionais, através, entre outros, do desenvolvimento de guias de mercado, ações exploratórias e missões de reconhecimento de agentes externos e opinion maker ao Alentejo. No que diz respeito ao Minho, esta estratégia dá continuidade a várias iniciativas para potenciação dos recursos endógenos e criação de valor realizadas no passado recente, no qual se destaca o projeto “Alto Minho Km0”, a criação da Marca de Origem “100% Alto Minho” e uma série de iniciativas de promoção e marketing, que conseguiram mobilizar vários parceiros, como as autarquias locais, empresas e personalidades públicas (embaixadores dos produtos do Minho), que atestaram o valor da oferta regional. A marca 100% Alto Minho conta já com 150 produtores aderentes, uma plataforma online que se dedica a vender os seus produtos, e um conjunto de embaixadores da marca dos quais se destacam o Canoísta Fernando Pimenta, a Bailarina e Coreógrafa Olga Roriz, o Duque Dom Duarte de Bragança, Rui Solheiro, ex-autarca e político ou Nuno Brito, ex-Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar. Assim, com estas experiências e uma vez levantada e consolidada a informação sobre o potencial endógeno e feita a caracterização dos seus recursos, constrangimentos e visões de futuro, comuns às regiões do Minho e do Alentejo, é importante lançar agora uma nova fase destas estratégias, unindo esforços entre os dois territórios e agregando novas atividades de internacionalização aos planos e ações anteriormente desenvolvidos, com vista a criar dimensão e ampliar o impacto desta forte aposta. O interesse pelos mercados selecionados – França, Luxemburgo e Suíça – justifica-se pelas características da procura de bens alimentares destes países, conforme apresentado no Diagnostico, bem como pelos contornos das comunidades de emigrantes e lusodescendentes aí residentes, cujo perfil empreendedor na área da distribuição alimentar ou no setor da restauração justificam o seu envolvimento, como parte integrante dos objetivos de exportação e valorização da oferta regional. Importa salientar que o fluxo migratório destas duas regiões, ocorrido na década de 60, incidiu sobretudo para estas geografias da Europa, pelo que, atualmente, se verifica uma grande comunidade de portugueses naturais do Minho e do Alentejo, fortemente enraizados nestes países e com negócios prósperos na fileira da restauração, com cadeias de distribuição e retalho estabelecidas. Em termos gerais o projeto pretende reforçar a capacitação empresarial para a internacionalização, com vista a promover o aumento das exportações, a visibilidade e o valor percecionado dos produtos endógenos nos mercados-alvo, sendo os seus objetivos estratégicos os seguintes: i) Alavancar os processos de internacionalização das PME do setor agroalimentar nos mercados francês, luxemburguês e suíço, fazendo aumentar as exportações regionais em volume, mas sobretudo, em valor, com orientação privilegiada para os vinhos, fumeiros e enchidos, queijos e doçaria tradicional; ii) Aumentar o nível de informação económica disponível no âmbito da internacionalização para os mercados selecionados, no que diz respeito a canais comerciais, potencialmente facilitadores de maiores níveis de penetração e valorização da oferta das regiões; iii) Fortalecer a imagem dos produtos endógenos das regiões e o reconhecimento dos seus atributos diferenciadores, em alinhamento com as tendências da procura nos mercados-alvo, que permita um direcionamento da oferta para segmentos de maior valor acrescentado. iv) Promover novos estandartes da cozinha portuguesa nos países alvo, estimulando a gastronomia e os produtos regionais portugueses fora de portas, capacitando os principais atores da restauração para o uso de ingredientes regionais e para estabelecer uma relação mais estreita entre a cozinha e os vinhos, promovendo uma “nova” cozinha, moderna, atualizada e marcadamente portuguesa. Importa sublinhar que esta estratégia e respetivo plano de ação foi previamente articulada com a AICEP, tendo sido validado o seu inequívoco alinhamento com a estratégia global de promoção externa defendida para o país. Com efeito, o projeto vai contribuir de forma direta para o reconhecimento e associação internacional da imagem de Portugal à qualidade e sustentabilidade dos produtos endógenos, proporcionando melhor inteligência económica na competitividade nos mercados internacionais selecionados e, simultaneamente, responder a segmentos mais qualificados da procura. Para estas linhas, que marcaram a orientação estratégica do projeto, foram definidos um conjunto de metas de natureza operacional, que permitam concretizar a estratégia enunciada, consubstanciando os objetivos operacionais do projeto SAVEURS du PORTUGAL: - Identificar e mapear as empresas de portugueses e lusodescendentes, com ligações diretas ou indiretas ao setor da importação, distribuição e retalho de produtos agroalimentares em França, Suíça e Luxemburgo; - Demonstrar o potencial de exportação dos produtos agroalimentares endógenos das regiões do Alto Minho e do Alentejo junto destes públicos; - Capacitar o setor da restauração para a promoção dos produtos regionais endógenos e correta combinação de sabores; - Promover uma campanha de promoção dos produtos destas duas regiões ao nível da rede de restauração da diáspora portuguesa existente nestes três países; - Elevar a notoriedade e autenticidade da oferta nacional junto consumidores, mediante uma campanha digital de promoção nos mercados alvo; - Desenvolver ações de promoção e disseminação do projeto, essenciais à mobilização e adesão de empresas e à veiculação de informação, conhecimentos e resultados do projeto. Por fim, é importante referir que este projeto já foi anteriormente submetido ao último aviso de candidaturas do SIAC Internacionalização (COMPETE 2020), tendo obtido parecer favorável. Todavia, por motivos associados à redução de financiamento face à dotação orçamental disponível e após analisar a situação com o aicep, os promotores decidiram não avançar com a operação, na medida em que o incentivo atribuído poderia colocar em causa o cumprimento dos objetivos e dos indicadores sujeitos a contratualização. Ficou desde logo aberta a possibilidade de voltar a apresentar o projeto num novo aviso de candidaturas, o que agora é consumado, com as devidas adaptações ao novo contexto económico de Portugal e da Europa.
PROGRAMA E OBJETIVOS
Como a operação está enquadrada
- Programa
- Programa Inovação e Transição Digital
- Fundo
- Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional
- Objetivo estratégico
- + Inteligente
- Objetivo específico
- Reforçar o crescimento, a competitividade e a criação de emprego nas PME.
- Área temática
- PME
- Atividade económica
- Fabricação de produtos à base de carne
- Modalidade
- Subvenção
- Taxa de cofinanciamento
- 85%
ONDE
Distribuição territorial publicada
Localização observada no ficheiro de 31 de agosto de 2026.
QUANDO
Calendário publicado
- Início previsto
- 1 de abril de 2025
- Início efetivo
- 5 de agosto de 2025
- Conclusão prevista
- 31 de março de 2027
- Conclusão efetiva
- Não indicada