O QUE FOI APRESENTADO
Finalidade da operação
A presente iniciativa visa responder a um problema social significativo: a falta de qualidade de vida de pessoas que tenham sofrido Danos Cerebrais Adquiridos (DCA). A qualidade de vida destas pessoas é afetada de forma complexa e multifacetada, uma vez que envolve desafios físicos, emocionais, sociais e, por vezes, económicos. A qualidade de vida, nomeadamente no pós alta hospitalar, é afetada devido à ausência de um sistema de apoio e acompanhamento global, concertado e especializado que permita que as pessoas com DCA tenham à sua disposição o suporte e orientação necessárias para organizar os passos seguintes da sua nova vida. Esta falta de suporte transmite à pessoa lesionada um sentimento de impotência e desânimo, agravando ainda mais a situação delicada que enfrentam. Os DCA…
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A presente iniciativa visa responder a um problema social significativo: a falta de qualidade de vida de pessoas que tenham sofrido Danos Cerebrais Adquiridos (DCA). A qualidade de vida destas pessoas é afetada de forma complexa e multifacetada, uma vez que envolve desafios físicos, emocionais, sociais e, por vezes, económicos. A qualidade de vida, nomeadamente no pós alta hospitalar, é afetada devido à ausência de um sistema de apoio e acompanhamento global, concertado e especializado que permita que as pessoas com DCA tenham à sua disposição o suporte e orientação necessárias para organizar os passos seguintes da sua nova vida. Esta falta de suporte transmite à pessoa lesionada um sentimento de impotência e desânimo, agravando ainda mais a situação delicada que enfrentam. Os DCA constituem uma condição médica grave que afeta inúmeras pessoas e trazendo implicações não só para quem sofre os danos, mas também para a sociedade em geral, especialmente, para as suas famílias. Os DCA podem resultar de várias causas, das quais se destacam o Traumatismo Crânio Encefálico (TCE), os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), infeções cerebrais, tumores, anoxia cerebral e outras condições médicas. Os DCA podem provocar uma variedade de consequências debilitantes, como perda de memória, descontrolo emocional, paralisias, epilepsia e, nos casos mais graves, estados de coma que requerem longos períodos de internamento, prevendo-se um processo de reabilitação longo e complexo. Além destas consequências outro aspeto crítico envolve as pessoas com vida profissional ativa que, após sofrerem DCA muitas vezes se veem incapazes de retornar ao trabalho. Esta situação impacta negativamente não só a autoestima e sensação de utilidade da pessoa afetada, mas também acarreta um fardo financeiro significativo, uma vez que os familiares e/ou cuidadores(as), que são entendidos como agentes de transformação da pessoa com DCA, acabam por ter graves consequências nas suas vidas, como a sensação de carga e exaustão. Frequentemente, familiares ou cuidadores/as têm a necessidade de deixar parcial ou totalmente o seu emprego para prestar assistência, resultando assim na perda de rendimentos e no aumento das despesas familiares e estão mais propensos a sentimentos de stress, ansiedade e angústia muitas vezes por falta de apoio, formação/informação. A dupla carga financeira da pessoa com DCA sem trabalho e dos familiares/cuidadores com rendimento reduzido agrava ainda mais a situação de vulnerabilidade económica. Perante isto, o percurso de uma pessoa que sofre um DCA acaba por se tornar complexo e exigente, sendo necessária uma intervenção adequada por parte de profissionais de diferentes áreas (desde serviços clínicos a serviços de apoio social), que intervêm diretamente nestes casos. A relevância do problema social mencionado torna-se ainda mais acentuada no contexto português, dado que não existe uma estratégia de ação conjunta entre diferentes entidades, resultando na falta de processos e procedimentos especializados adequados para a reabilitação e reintegração de pessoas que sofrem DCA. A dificuldade de articulação entre serviços clínicos e sociais é uma realidade que contribui para uma situação de vulnerabilidade após a alta hospitalar. A prevalência de altas hospitalares precoces deixam as pessoas com DCA sob pressão que, frequentemente, precisam de (re)adaptar as suas vidas sem qualquer apoio, comprometendo assim o processo de reabilitação.
PROGRAMA E OBJETIVOS
Como a operação está enquadrada
- Programa
- Programa Regional de Lisboa
- Fundo
- Fundo Social Europeu Mais
- Objetivo estratégico
- + Social
- Objetivo específico
- Inclusão e participação ativa, igualdade de oportunidades e melhoria da empregabilidade.
- Área temática
- Empreendedorismo
- Atividade económica
- Outras actividades associativas, n.e.
- Modalidade
- Subvenção
- Taxa de cofinanciamento
- 32%
ONDE
Distribuição territorial publicada
Localização observada no ficheiro de 30 de junho de 2026.
QUANDO
Calendário publicado
- Início previsto
- 1 de janeiro de 2025
- Início efetivo
- 1 de abril de 2025
- Conclusão prevista
- 31 de dezembro de 2027
- Conclusão efetiva
- Não indicada